epifania
Na manhã vindoura, é dourado o sol que ilumina a grama verde. O pés descalços sentem a terra em sua forma mais pura, úmida e fofa. O barulho dos pássaros compõe o que é belo, natural. Não pode olhar em volta, em um giro completo, pois, a grande cidade se encontra longe no oeste. Mas não quer olhar, sequer cogitar a sua volta, seu esperado retorno. Os pais esperam por sua vinda, bolo já feito, agora esperando a temperatura baixa; cobertura de chocolate na panela. A mãe, ereta, passa, de minuto em minuto, a mão por sobre as coxa, analisando, procurando por defeito, falhas. Se espera muito desse jovem, que com os cabelos enegrecidos, tende para a liberdade e o jovial. O carro vermelho o espera, sem tempo para nada, e com um medo indizível do tráfego. O ar é cinza como tudo, as retas revelam um modernismo planejado, uma revolução feita nos manuais. E no meio de tudo isso, um jovem no ápice de sua vida; agora, preste a jogá-la fora por um ordenado e uma sala com vista para o beco. Na manh...