No galope marcial do alazão. Os olhos quase cerrados, mascando fumo. Uma cusparada sai tão rápido que mal a sente se desvencilhar de sua boca - boca que se vai em formato do "o", e são os lábios que fazem toda a força, "ptshh". Puxa a rédea com força, o cavalo relincha. Ao longe vê algo parecido com uma diligência, indo para as bandas do sul, mineiros talvez. O entardecer é bonito, e mais bonito fica ao se entrelaçar com a fumaça que saí da fogueira, dando um tom qualquer de lilás. Adormece com o chapéu na face e a cabeça em uma pedra, mão entrelaçadas na barriga e pernas cruzadas. O sol lhe acorda com uma claridade irritante, murmurando; bochecha algum líquido e cospe logo em seguida, da mesma forma que havia feito no dia anterior. Enrola o fumo; e num movimento único sobe no alazão, fazendo-o dar um giro completo pra esquerda e seguir a passos rápido em direção oposta ao sol. No avanço incessante a civilização lhe parece mais palpavél, gados soltos ali, casebres a...