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litlle tiny shell

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Eu dedico um capítulo da minha biografia a você. Ganhar brilho ela no salão decorado e iluminado. Roda na ponta da sapatilha. E sorri para mim; naquela momento senti minhas pernas bambas e nos meus olhos uma agitação, prontos para chorar a qualquer movimento seu. A boca mais linda, que quando se projetava para meus lábios. Sentia uma vontade de congelar aquela cena para a eternidade. Depois do sexo, ainda mornos, agarrava a ti como se fosse alma gêmea, querendo me fundir contigo, que me sexo e o teu estejam em constante união, para sempre. Nas altas horas da madrugada senti uma vibração na cama; acordei abrindo apenas um olho. Vi sua silheta esguia ao caminho da direita. Um clarão amarelo. "Droga, apaga essa luz!" - pensei. Mas estava tão cansado que logo depois de ser rabugento fui dormir. O dia raiou e o lado esquerdo da cama e do meu peito estava vazio e frio. Frio.

bissoumeemi, a orelha esquerda

Tio Alfredo é o irmão mais velho de minha avó, Noemia. Negro e com poucos cabelos crespos cinza claros. É altivo, apesar de carregar o fardo de 83 anos nas costas, trabalhava na terra, com força bruta. O homem e seu ambiente. O sol desferiu vários raios, fazendo brotar de sua epiderme infinitas manchinhas; algumas escuras outras atingindo até a brancura total, parecia um mosaico. Sempre nas festas de família, ele estava lá. Todo parente que chegava e prontamente se levantava e estendia a mão. O aperto era firme, mostrando que ainda tinha muita força e disposição. Até chegava a incomodar os mais jovens. Logo após o aperto, ainda segurando sua mão, trazia-me para mais perto me dando um abraço. Duro e cheio de espaço. E lá ia ele dar três tapões que ressoavam dentro de mim como um terremoto. -Deus te abençoe, meu filho. Em nome do pai, do filho e do... – ele se afastava, mais ainda me segurando pelos braços. E olhando para o meu fundo. Os seus olhos eram velhos, mal podia se ver dentre ...

oníricos

Onírico “E digo ótimo porque o fato de sonharmos toda as noite é um vínculo que liga toda a humanidade, numa união, digamos tácita, que comprova também a natureza transcendental do Universo, coisa que os comunistas não acreditam, pois consideram os sonhos irrealidades, e não visões que efetivamente tiveram. Por isso dedico este livro de sonhos às rosas do porvir”. Jack Kerouac Apaga-se a luz, tenta se entrar limpo na cama sem trazer conosco as impurezas do mundo lá de fora – como em um ritual. Agora sim, dentes escovados, hálito fresco e cabelos levemente úmidos. Do momento que a cabeça recosta no travesseiro – aquele teu, velho de infância que até nome tem – e a partir dali não se pertence mais aos mortais. Entra na aventura do mundo simbólico; és agora um ser onírico. Munido apenas de suas experiências e significados ocultos, seguirá esse caminho, reto sem perdão, que lhe é inexorável. Os portais – olhos – estão cerrados, não há como voltar; prepare-se. Os passos inicia...

máscara

Ao poucos vou descobrindo que estou triste; respiração por respiração o pesar no meu peito se faz perceber cada vez mais. Antes podia fazer o que quisesse com um olhar ingênuo, despreocupado; hoje, vejo o mundo soturno onde vilões nas esquinas estão a me vigiar. A chuva não doía, agora ela representa as lágrimas que não posso ter, e fico acompanhado as lágrimas percorrem a janela aleatoriamente. Eu deveria ter olhado no fundo dos teus olhos e ver que você mentia, aceitá-la de tal forma. Mas fui bruto, não é? Quis te amar demais, e isso hoje em dia não é de bom tom. Um dia ao caminhar ouvi as árvores dizendo se nome; o vento ia forte contra minha direção, como se quisesse que eu voltasse atrás, percorrer novamente o caminho; sem falhas agora. Então me detive por alguns instantes, tentei dar meia volta para voltar pra ti, mas você não deixou. A parte tua que carrego em mim me impediu, fez isso com a voz triste, porém decidida. “Não, não dessa forma”. O céu nublado, cinza escuro anunciava...

amité

Amizade, cousa singela, revestida de amor sublime. Uma vez de mãos dadas, o caminho da vida pode para sempre ser percorrido ao seu lado, na horas boas e más. Não há qualquer coisa de carnal nessa relação, apenas mútua troca de aprendizado e um velho amigo estendido no tapete da sala. "Amizade, amigo Confiabilidade, contigo Verdade, apenas ela, te deigo Lealdade, persigo Caridade, falido Sagacidade, um campo florido Maldade; não tem perigo Falsidade, nunca, não consigo Eternidade, para sempre, seu amigo" Uma homenagem feita a mim pelo um amigo e ex-combatente de guerra. O nome não preciso saber; só a patente e seu sobrenome: Perdição http://poesiaeboemia.blogspot.com/
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à júlia

“ O repuxo, a velha nogueira, seu violino e o mar ao longe, o mar Báltico, cujos sonhos de verão ele podia escutar durante as férias - essas eram as coisas que ele amava, das quais se cercava e entre as quais se desenrolara sua vida interior; coisas cujo os nomes figuram bem em versos e que de fato voltavam sempre a ressoar nos verso que Tonio Kröger às vezes compunha. O fato de possuir um caderno de versos que ele mesmo havia escrito à tona por sua própria culpa e prejudicou-o bastante perante seus colegas e também perante os professores. Por um lado parecia o filho do cônsul Kröger que se escandalizar com isso era estúpido e mesquinho, e por isso desprezava tanto os colegas como os professores, que a falta de maneiras, além do mais, o repugnava e cujas fraquezas pessoais ele descobria com rara perspicácia. Mas, por outro lado, ele mesmo se sentia que fazer versos era algo extravagante e, para dizer a verdade, inconveniente, e era forçado a dar alguma razão a todos que considera...

já tá engatinhando

o blog de Bassáltamo completa 2 anos.

tava tudo ali no clube da esquina

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Milton Nascimento e Alaíde Costa - Me deixa em paz Se você não me queria Não devia me procurar Não devia me iludir Nem deixar eu me apaixonar Se você não me queria Não devia me procurar Não devia me iludir Nem deixar eu me apaixonar Evitar a dor É impossível Evitar esse amor É muito mais Você arruinou a minha vida Me deixa em paz Se você não me queria Não devia me procurar Não devia me iludir Nem deixar eu me apaixonar Não devia me iludir Nem deixar eu me apaixonar

Abraxás

Nunca nem olhou no dicionário para saber se o que Sinclair falava era verdade, aquilo apenas fazia sentido; aliás, todo. O Deus Abraxás. Era tão fácil percebê-lo. Quando se olha para um gramado verdes, com as flores de aromas mais diversos. Tudo ao se olhar parece sereno e perfeitamente postado ali e para desenvolver aquela determinada missão. As árvores balançavam e suas copas se deixam jogar no sopro do vento. Os passarinhos em trio fazendo acrobacias e cantando: "Piuu -u – oooo- piuuu". E um palpitar no coração dispara um raio que vai para o pé e chutado de volta para os lábios. E lentamente um sorriso vai se abrindo.E canta, acompanhado a melodia dos pássaros "Sem ar, sem peso para carregar!" - sentiu uma vontade de sentar de pernas cruzadas como já não fazia em duas décadas. Isso é o ditoso, bom. Mas e quando o dedo do assassino escorrega para o gatilho, lento, para tirar o máximo proveito. Fausto o faz pelo prazer; cerra um pouco os dentes e senti sempre gotí...

hermafrodita

O arrepio vem de todo lugar. A cama é rosa, a cama também, e os lençóis. Ainda está de dia e a cortina deixa passar o sol morto das cinco da tarde. Ela tirou apenas a camisa, para facilitar para mim que estava muito nervoso. Apenas passava a mão em sua barriga, forte, agarrava e apertava a camisa e deixava-a muito amassada. Minha mão ia contra o tecido e sentia sua quentura, sua umidade; mas não tirava nada - parecia mais um cachorro enquanto core para um carro, latindo feroz; quando este pára, se vê confuso. Ela botou a mão em meu peito, fazendo um carinho e me afastou, ou melhor, se afastou; e quando fui como um animal ele me parou, me afastou. Olhou no fundo dos meus olhos e abaixou a cabeça, e seguiram seus cabelos que obedientes caíram também. Ficava fazendo biquinho enquanto abria a porta para o paraíso. Era moreno e tinha a barba por fazer. Precisava dele em mim. E enquanto beijava meu peito mordiscando eu me tocava de modo brutal. Sua mão ia como uma caneta rabiscando-me to...

nada a dizer

Seguindo o post de uma amiga revelarei a todos as minhas pequenas manias, envergonhado e o fazendo pelo simples fato de mostrar-me, e repito, ainda sim envergonhado. 1 - Andar em linha reta quando estou tonto. Não sei o que me dá. Bebo e fico um bêbado confesso, e ao sair do bar me envergonho diante da luz do amanhecer. Defrontar e ter que socializar com pessoas já dormidas, parecem que naturalamnte tem uma vantagem sobre nós, os vampiros, andarilhos da noite. Ao andar reto ando torto e vice-versa. Motivo de piada durante toda minha vida. Meu apelido de escola: Zig Zag. 2 - Deixar de alertar quanto baguilhas aberta e sujeiras, tanto na boca quanto no rosto. Não falo; pode estar indo encontrar a mulher com a camisa manchada de batom lilás, que eu não falo. 3 - Mastigar com um prazer sexual qualquer tipo de plástico. 4 - Nunca me deito com uma mulher antes de lhe beijar a testa, como em sinal de respeito. Depois disso sou um devasso, libertino. O que não me pede rindo que eu não faço c...

http://www.myspace.com/thedubness

the candle light session - the dubness banda qual bassáltamo é integrante. http://www.myspace.com/thedubness

Hessing

(Bassáltamo bend over; just like when you are standing in the presence of a king) "Experimentava a necessidade de pensar com alma sobre meu problema e buscar uma saída no dia seguinte; mas nada pude fazer. Passei o resto da tarde entregue a tarefa de acostumar-me com o novo ambiente do meu quarto. O relógio grande, a mesa, a Bíblia e o espelho, as estantes cheias de livros e os quadros da parede me pareciam dar-me as despedidas. Tive de presenciar, com o coração gelado, como se precipitava no passada e se desligava de mim todo aquele mundo, toda minha existência anterior, ditosa e boa, ao passo que já me sentia preso dentro de outro universo obscuro e ignorado, com novas raízes que me aderiam a ele e absorvia sua seia venenosa. Pela primeira vez saboreei a morte . Pois a morte é nascimento, é angústia e medo ante uma renovação aterradora. e fecha aspas Demian - Herman Hesse quem sabe um dia...

na santa paz. na paz preta e calada.

Não foi quando seu cachorrinho se foi, nem quando a vovó dormiu para nunca mais levantar. - Ela ta com papai do céu, meu filho. Tá em paz. – dizia papai. Quando foi exatamente que isso aconteceu? Nos desenho nunca se releva o real valor da morte; lá é feito de forma caricatural. Olha a alma indo com a auréola alvíssima com os olhos bondosos para junto de..., dele mesmo. Mas o desenho acaba aí, os créditos rolando e sem explicação. Mas quando menos se espera está mais interessado no próximo. Uma vez, corria de bicicleta por entre os prédios; domingo de sol, agradável. As luzes faziam as cores saltaram aos olhos. O vento corria pelas cochas, os cabelos e mãos suadas. Mas pedalar é um esforço mínimo, se esquece vendo o céu aberto, um azul lindo, combinando mais do que o usual com a nuvem. Aqui dá para se ver tudo. Vê uma coisa, cor cinza de sei lá o que. Uma cor meio morna. Decidiu; vou passar por cima – a decisão foi feita em milésimos. A bicicleta não passou por cima; quer dizer...

150º post do Frank!

Deputado Acordou e às seis e meia, esfregou os olhos olhou o relógio. Seis e meia e quatro segundos. O começo do pior dia de sua vida. Por 145 à 98 e outras tantas abstinências, fora cassado de sua legislatura. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados havia entregado o dossiê e no mesmo dia foi julgado. Assessores, chefe de gabinete, escriturário, todos acompanhando com um frio na barriga. Eles ouvindo na rádio interna, que percorria todo o prédio; e ele, o Deputado João Pássaro Branco, de Natal do grande Estado do Rio Grande do Norte, de em seu gabinete, só, com as duas mãos postadas sobre a grande mesa de mogno escuro, com seu discurso meio que pronto, com aquelas palavras escolhida no Aurélio. Sentia que lá no fundo queria chorar; sentiu até um nó na garganta; seu imenso ego não permitiu. Assim como não permitiu ouvir aos seus assessores - Não vamos exagerar no extra, senhor, a Fazenda e aqueles malditos delegados estão de olho.Vamos acrescentar esse bônus natalino no projeto do ...

um sonho ruim com você

Quase no meio do campo, presumiu Fausto. O quadrado imenso de grama verde, dessas comuns que nascem em qualquer coco de bebe, milimetricamente medido. Tantos pra cá, outros idênticos tantos pra lá. Pronto! Igual! Algumas nuvens, chatas e cinzas, mas algumas com tons especiais. Rosa desbotado, a cor da pipoca doce; e Fausto gostava com muita manteiga de garrafa, e quando conversava com o Seu Jair, e seu radinho pegando as ondas sertanejas. Ô pipoca boa era aquela, sua boca enche d´agua, nas mãos o óleo da manteiga era percebida aos poucos, e inundando aquele papel acinzentado e o transformando num cinza quase preto. Olhava para frente, para depois lançar os olhos por sobre seus ombros à esquerda e a Esplanda continuava iluminada do amarelo dos carros, e tremeu frio, sentiu suas mãos molhadas, mas andava tranqüilo como sempre foi; uma tranqüilidade de doidão. Sempre achando que tem alguém olhando para ele.E Vupt!, um vulto passa ao seu lado, não tão perto para tocar. Olhou. Era um seu ni...

Bang Bang Frank

Prollugum - Por quê seu blog se chama Bang bang Frank? - leitora (sei que são a maioria; não escrevo para homens.) - Ah, foi o meu primeiro post. Botei um nome que eu achava legal e fiz o um texto sobre ele - Bassáltamo, alisando a barba e acedendo um cigarro fedorento. - Nossa! - leitora, tapando o nariz e se retirando. - Tomei banho hoje? - se pergunta o nosso herói. - Quando crescer quero ser igual ao Boris Vian. - Espírito que faz Bassáltamo escrever. Bonum est in quod tendit appetitus* No galope marcial do alazão. Os olhos quase cerrados, mascando fumo. Uma cusparada sai tão rápido que mal a sente se desvencilhar de sua boca - boca que se vai em formato do "o", e são os lábios que fazem toda a força, "ptshh". Puxa a rédea com força, o cavalo relincha. Ao longe vê algo parecido com uma diligência, indo para as bandas do sul; mineiros talvez. O entardecer é bonito, e mais bonito fica ao se entrelaçar com a fumaça que saí da fogueira, dando um tom...

estiagem

Nos meses de setembro, a secura do ar castiga na Ilha. Em todo o Brasil se dá notícia de calamidade pública, velhinhos desmaiados em filas. “Hoje, Em São Paulo, a umidade do ar chegou a alarmantes 20%. A Prefeitura já anunciou o Estado de Calamidade, onde todas as atividades comerciais externas estão, até segunda ordem, suspensas”. – dizia o repórter engomadinho, e com gel - sempre desconfie de pessoas que usem gel. Mas aqui, mais do que todos os lugares, a abrasividade do sol vinha sem dó. A boca secava em instantes, e se concentrava em uma gosma branca e todos diziam “Bebam água, litros e litros por dia”. Em Brasília, com seus 10% de umidade de ar, seguia tranqüila. Até escola tinha! Os bebedouros de emergência, feitos de barro marca Passarinho azul - que acompanhou Fausto até os seus mais avançados no curso de sua educação - eram colocados nos cantos de cada sala, pelo auxiliares escolares. Sempre velhas moças, com o sorriso seus trintas, mas as marcas dos ...

caixinhas chinesas

Rua Nevski fica em São Petesburgo, onde nos cantos das calçadas, ao lado, tem um musgo preto provavelmente, resultado da Grande inundação de 1699, este qual é culpado de uma infecção bacteriana em 1756. Sendo a rua mais importante de toda Rússia, uma capital moderna se comparada a Moscou, lugar dos misticos de membros enormes. Isso não cabia mais em lojas de artefatos que vendiam o mundo em suas prateleiras. Cafés da Arábia, com baba de camelo e grãos de areia, os mais belos fumos - indianos, do Rio da Prata, africanos. Os carros passavam por lá como transeuntes. Em qualquer outra parte desse país de dimensões continentais, era coisa para ser visto não mais que uma vez em toda a vida. Descendo a Nevski, conversando com ela, admirando os inúmeros dejetos sobre ela lançados. Como eram diversas. Papeis de biscoitos suíços, garrafas de vodka, um pombo morte, esbugalhado por algum carro. As luzes eram acessas pontualmente as cinco, como esbanjam claridade, era tão grande que mesmo estando ...