Está tão frio nesse quarto branco. As sirenes e as vozes roucas parecem tomar o ambiente, desselugar já assustador. Olho para a janela e fico a pensar o que as pessoas fazem agora nesse momento. Tento fechar os olhos, para tudo isso passar mais rápido, o sonho não vêm. Abro os olhos; ou melhor semicerros-os. Ficar acordado parecer ser mais interessante. Pronto, abro os olhos por inteiro agora. Se passaram dois minutos e vinte e nove minutos, nesse relógio que está passa mais lerdo que todos os outros. Até o sangue que corre em minhas veias se encontra amolecido. Essas malditas sirenes, juntos com o badalar incessante da solidão. É, acho que minha vez chegou. Agora é que mexo os pés e a cabeça e vou-me para o mundo das rosquinhas e do infinito anunciado.
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as chuvas
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Hoje acordei, e a primeira coisa que vi, pela janela quadriculada, foi uma nuvem cinza. Era de um grafite bem leve. Pois, era como se quando, o preto fora misturado com o branco botaram a menor quantidade que poderiam; mas mesmo esse tantinho havia enegrecido um pouco a outrora coisa tão alva. E disso veio a chuva derramar o passado que o tornara negro e voltar a ser branco e límpido. Preparado para outra pitada de preto, ou quem sabe um copo inteiro, de um negro tão escuro que irá embaçar sua visão até o ponto de cegar, para que possa chorar - choro que vira chuva - e voltar a ver, a ser a página branca pronta para nova mão de tinta.
povo dos patinhos e os remédios do mal. maléfico
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O mundo do patinhos está localizada na Cosntelação Verde-Gama, é o nono planeta e está a 10 anos-luz da sua fonte mantenedora, o Sol Marijú. Por estar a uma distância privilegiada, o planeta recebe ondas ideais de thuris - o oxigênio dos patinhos. O ar é verde, por conter um fino de thuris. O thuris é responsável pelos olhos rubros e meio aberto, boca seca, organismo com baixa taxa de açucar - a famosa L.I, ou Lara -, o que deixa os habitantes em um eterno torpor. As únicas atribulações desses miúdos é a de satisfazer de seus desejos primitivos; comer e dormir, num rotina gostosa. A comida é provida por uvinhas roxas, sem caroço, que caem do céu, jogadas pelo deus Átila, o sábio, que foi um grandre líder Pato, que desbravou o território norte do povo dos patinho, a ilha de Hax, onde hoje fica seu mais importante santuárioEles viviam em paz; e foi quando surgiu em uma região ao sul, quase inóspita aos patinhos, o bando do Castores do Sul. Os castores são da espécie homo sapien neande...
enseada
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Queria espairecer, e que lugar melhor para fazê-lo que a imensidão do mar. Contava de sua casa à praia uns cem passos.A noite ia mansa, quase imperceptível, na rua só o barulho de seus pés e o vento praiano - que como criança é indeciso, rumava e soprava para todas as direções, mudando ao seu bel-prazer. No caminho, quase que como miragem, viu em um terreno baldio um cavalo alvo; que por capricho, contrastava com o negro da noite. E a lua era cheia, prata que é reluz; reluzia tanto que dava até sombra a esse notívago inquieto. Mal percebeu que já estava defronte ao seu destino. Deixou os pés nus e entrou na reflexão que daria paz ao seu espeírito. A areia estava fofa, e era com dificuldade e com as pernas arqueadas que transitava praia adentro. Mas não demorou para que a areia se encontra-se úmida e compacta, e assim facilitando a caminhada. A maré era cheia, e a lua estava lá atrás, do lado oposto ao mar, o puxando - e como o mar é obediente só a ela a seguia, e por isso etava tão ava...
it's on nigga on and crackin'
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[Lord Quasimoto] Today is the shadow of tomorrow Today is the present future of yesterday Yesterday is the shadow of today The darkness of the past is yesterday And the light of the past is yesterday The days of yesterday are all numbered in sum In the world once Because once upon a time there was a yesterday Yesterday belongs to the dead Because the dead belongs to the past The past is yesterday Today is the preview of tomorrow but for me Only for my better and happier point of view My point of view is the thought of a better or try Reality is today of eternity The eternity of yesterday is dead Yesterday is as one The eternity of one is the eternity of the past The past is once upon a time Once upon a time is past The past is yesterday today The past is yesterday today While we're searchin for tomorrow [Madlib] The light of the past is the light which was The wisdom of the past is the light of the past The light of the future is the light which is to be ...
a portrait of the artist as a young man
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Quando falam sobre artista em suas biografias em um só momento param de enaltecer seus atríbutos metafísico - o que é a arte se não isso. O pior, e o melhor de ter esse dom (ou chamem do que quiserem), é a incerteza que ele não apareça; aí está o prazer sádico que permeia a sensibilidade. A angústia de estar ali; frente a frente, ao seu papel branco, e não ter nada a falar. As entradas da cabeça já doem, de tantas vez que foram alisadas pelas mãos trêmulas e medrosas. Ela não virá hoje. Ninguém é artista integralmente; não mesmo. E se fosse, seria um tédio; expressar a tão cobiçada metafísica o tempo todo, e perder a física, a que nos faz ser. Olha lá o Darwin coçando a bunda de novo, puta que pariu, não agüento mais esse cara!
bebebuxa
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Ontem à noite, cortei meu dedo indicador com uma faca ao fatiar o queijo. Foi, por sorte, um corte raso; mas, devo dizer que fiquei um tanto irritado. A dor era branda, porém, contínua e agonizante até. Lavei a ferida de leve, só com água e fui ao banheiro dos meus pais, e perguntei à minha mãe se havia band-aid. Ela respondeu que sim, na 2ºgaveta do armário da direita. E lá estava. Com as cores branca e vermelho, sempre acompanhado do famoso merthiolate - que eu nunca gostei de usar, mesmo depois que eles lançaram aquele que não ardia; tinha uma medo sómbrio daquele líquido vermelhos e às vezes branco, assim como de agulhas. Comecei a desembrulhar a fitinha mágica, um sorriso canto de boca era facilmente notada em meu semblante. Posei então o band-aid sobre a minha ferida, e tão logo que pus, fui transportado para o mundo das decorações de band-aid. Era uma festa quando criança por qualquer coisa ia e botava mil espalhados pelo meu corpo. E tinha as histórinhas dos band-aid people. A...
kanye westaaaaa
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Skit #2 We broke, broke broke phi broke (We ain't got it) Broke, broke, broke phi broke (We ain't got it) Don't spend no money Ain't got no clothes Ain't got no cars Ain't got no hos We broke, broke, broke phi broke (We ain't got it) Broke, broke, broke phi broke (We ain't got it) Got no money (got no money) We got no clothes (got no clothes) Ain't got no cars (got no cars) Can't get no hos We broke, broke, broke, broke, broke Buncha niggas Broke, broke, broke, broke, broke!
o crau crau de la classe midia alta
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Carl finalmente havia conquistado tudo, TUDO. Quando era pequeno sempre sonhava em uma casa com piscina. Ele estudou, fez dinheiro, casou-se -tem agora um esposa respeitável e quatro filhos fofinhos -, e era agora 25kg mais gordo, meio careca, grisalho, usando óculos pra ler de perto, com 15,1546% de suas artéria consumidas pelos anos de carne, com gordura. Ouvia Chet Baker e agarrando a si, como jóia, o cão engarrafado (um Jack); sempre meio bêbado, alto. Era de direita e tinha um discurso emeregente - tipo ignorante. Morreu, com 68 anos em um motel barato fornicando com um prostituta de 15 anos com sotaque vietinamita (apocalypse now). Na autopsia, sinais de narcóticos. Foi pego, de barraca armada com óculos na testa. ps. creio que não deva botar as ilustrações inerentes aos personagens; mas, se por ventura, alguém quiser olhar as minhas, estou dispostos a cedâ-las ao grande público tão em breve que me seja solicitado. ass: Frank
tick tick faster
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Se algum dia eu soubesse que o mundo fosse acabar, não iria tentar ir para outro lugar, fugir; como comumente se vê nesse filmes, onde há um engarrafamento de vários quilômetros. Também não iria sabotar lojas - embora me pareça muito interessante roubar uma lojas de doces ou se divertir em um hiper-mercado; afinal, esses são seus sonhos de infância. Eu rumaria, não importando o quão longe fosse, para o maior labirinto que eu pudesse achar, e munido tão somente de uma mochila cheias de maças verdes azedinhas. Chegando lá, iria correr o mais rápido que pudesse pelos caminhos tortuosos, e claro, dando de cara com paredes e com o latente sofrimento de nunca sair de lá. Iria fazer planos de fulga, traçar caminhos para encurtar distâncias, isso sem nunca ter olhado a planta da estrutura; ele viria da minha cabeça. Esse exercício iria me entreter por um bom tempo, até esse divertimento acabar, espero eu, o mundo já ter se esvaído. Senão, as coisas comecariam a complicar. A solidão é insu...
4/4
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O tempo passava devagar na sua concepção. Quando outras pessoas, mais velhas, contavam as histórias de suas vidas, faziam parecer que se passaria tão célere e serena. Ele pensava demais, pensava tanto que o tempo passou por demais, mas apenas na sua cabeça; por fora, os radicais livres não haviam o destruído. Morreu de velho, porém jovem.
the messiah
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Crispim acordou assustado, seu irmão, Cosme - que dormia no beliche de baixo - ,evidentemente também despertou. Tentava falar com ele, mas em seu olhar havia a alma de uma pessoa insandecida. Gritava as palavras "labareda anal" inúmeras vezes; em um momento de mais calma, explicou que ele era o messias. Deus havia lhe pedido, ou melhor, ordenado que mostrasse ao mundo o por que de ele, o todo poderoso, ter criado o fogo e a flatulência. Isso mesmo, Deus, não criou o fogo para nos manter aquecido e nem cozinhar nossos alimentos, a grande razão de ser do fogo e se juntar com o metano (que tem que ser originado no ânus) para formar a labareda anal; para "o cara lá de cima" , seu filhote e o Espiríto Santo e as suas outras manifestações se divertirem; pois, essas entidandes só achavam graça nesse tipo de coisa. E foi isso que Crispim fez; todos os dias era encontrado em um jardim, perto de sua casa, pelado com quilos de feijão e isqueiros a sua volta. E foi adquirindo...
eu ainda tô esperando
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Econtro com o Dr. Sono Pois lá eu estava, em um corredor bolorento cheio de portas burocráticas, com aqueles quadrados de vidro em letras pequeninas dizendo o nome e o cargo do dono - sempre muito chato. Fui até a metade do trajeto, a lâmpada me incomodava pois estava oscilando. Li na portinha, escritório do Dr. Sono, sub-chefe de divisão. Adentrei o recinto, uma saleta mais sem graça que o corredor, onde haviam 3 cadeiras de madeira - que gritavam desconforto -, e à direita uma velha mesa onde sentava um senhora do período quaternário, sua face se assemelhava com um pergaminho onde Aristóteles escreveu Ética à Nicômaco, sentada de frente a uma pilhda de papéis com cara de poucos amigos; pois então, sentei-me na cadeira do meio e aguardei que ela falasse comigo, o que não aconteceu; em tom baixo de voz perguntei a ela se o Dr. Son...