Wednesday, January 02, 2013

reach out and touch faith




m z bei
o bessau a


                                                                            r ão to

 Ainda temos tempo de brincar de se esquecer? somos velhos e passamos de devir para presente. o ano que o mundo não acabou, levou o que eu sonhei ser. agora, os passos são em direção do abismo cinico do nosso envelhecer. amor de fantasma não sobe dimensão. e, distante do que fui, me sinto oco. a nostalgia é minha amiga, velha e cinza; mas traz um sorriso mentiroso que adoro ver. escrever em primeira pessoa para a primeira pessoa. remetente antigo para destinatário antigo. feliz ano novo.

Thursday, August 30, 2012

pagris


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O tempo passa rápido por dentro das mentes que cruzam o meu caminho. Eu paro, reflito sobre o badalar das horas, sem pressa, indo contra a corrente. A contemplação natural da vida, uma hora me soa pedante e sem objetivo. Entretanto, o ócio por vezes me parece pesar sobre os ombros. A sociedade, abstrata que é, afunda nossa animalidade até sua prática inexistência. Surpreendente a diferença dos países quentes e os frios. Os primeiros, os ajuntamentos de humanos se deu em plena conformidade aos ditames naturais, onde é respeitada a natureza como algo sacro, absoluto e materno. As tribus podem ser talvez umas das únicas formas de governo ontologicamente humana, uma meio termo entre o animal e o homem. Se faz tudo por todos, e todos são chamados a ajudar, compartilhar e a dividir. Não existe o conceito de um núcleo familiar, mas sim uma única família que engloba todos os sujeitos sem discriminação. Não existe racismo, discriminação sexual ou material. O único critério de diferenciação é o da idade, pois esta, sempre traz sabedoria e agrega valor a coletividade, onde o que é importante, é passado de pai para filho. Os mais velhos passam oralmente seu conhecimento, e assim, perpetuando a harmonia com seu ambiente. Os estudiosos  dizem que esse tipo de história oral é falha e cheia de imprecisões; penso justamente o contrario; o falar carrega muito mais nuances que a escrita. Já nos países frios, a natureza é inimiga, traz o frio que mata. Não se pode ficar parado e contemplar, o movimentos é constante para se preparar para o próximo inverno. Se inventa todo tipo de artefato capaz de manter o que não é humano do lado de fora da porta. Sai daqui brutalidade animal, deixe eu me esconder por detrás de meus óculos e papeis, da minha caneta metralhadora que mata mais que qualquer peste. Abstraia todas as coisas, sinta vergonha do seu corpo e de seus sentimentos. Ligue para sua mulher amada, para logo então desistir, sem dizer que pensa nela incessantemente desde o momento que a vi pela primeira/última vez na caixa de metal que serpentei o caracol que é Paris. Venha a chuva, o vento e a neve; para te soterrar em trabalho, livros e compromissos. Olhe sem saber para o relógio que controla a sua vida e não te dá saída, mesmo quando o sol, astro rei, insiste em lutar contra as nuvens e aparecer para alegrar seu dia e te dar vitamina C. Atenda o telefone do seu chefe, deixe as pessoas que ama para resolver os problemas dos outros. Seu filho recém nascido sendo amado por uma pessoa que VOCÊ considera inferior, quase um bicho. Nesse grande jogo que é a vida pós moderna, ganha quem morre com mais brinquedos. Existem tantas pessoas especiais, envolvidas em suas vidas e projetos que te fazem esquecer de tudo em uma noite sonhada em vão. Os olhos possuem raios de energia que penetram diretamente na mente dos outros, mas, por aqui, só se sente uma vergonha boba de sentir nu, mesmo estando todo vestido, o julgamento de um par, uma espada afiada que atravessa a armadura, contra tudo e todos. A desconfiança a priori , o se armar para o confronto direto,  pronto para a acareação, um ante um outro, sem o polido bom dia e o sorriso automatizado. Tudo bem contigo? Como vai a vida? A humanidade foi feita de sangue, ódio, amor e deus. A demarcação de territórios, cultura e povo. A história contada pelo o vencedor, distorcida pela vaidade da vitória, escravos do ego e do prazer seguimos a passos largos para o futuro que nós espera com uma pá e uma cova recém aberta, estuprando o presente e esquecendo o passado. Au revoir!

Tuesday, June 26, 2012

Saturday, June 09, 2012

tu es belle

http://www.youtube.com/watch?v=VtfTYf0psNw

Monday, April 30, 2012

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"homens não tomam tempo para acabar relacionamentos; eles as ignoram até serem obrigadas a constituirem um declaração de ódio".

mad men

Wednesday, April 25, 2012


O sinal partido no meio da tarde. As flores revelando o esplendor de cores vívidas. E o tempo que insiste em badalar os relógios. O oxigênio enferrujando seu corpo.  Os olhos cansado dos ignorados pela mídia, se amontoados em ônibus, indo e vindo para trabalhos de merda, como um escravo pagando por sua celas.  Sonhei com todos vocês; nos mínimos detalhes foi me descrito sua dor. Os papeis tornam mais que pessoa. O preciosismo formal do Direito é um instrumento ardil para deturpação da justiça. E Marx estava certo! Os poderes reais encontrado os desejos de uma minoria. Está criada a oligarquia. E nós, no meio de tudo isso, o que devemos fazer? Um amontado de papeis dizendo quem és, seu patrimônio, sua origem familiar. Um gado que carrega de bom grado a marca da fazenda no pescoço.
Todo tempo que restou, foi por você, meu amor.
O céu se torna púrpuro
E o veludo, alado, sem medo de permanecer calado
Doente sem saber
Crente em Deus
Sem Deus
Casos passam, a cicatriz, o medo de ser feliz
Com o mesmo passo, balança para não cair.
Perguntando, quem tem?
Onde esta. As palavras por elas próprias se hipnotizam
O ritmo desse canto, risadas amarela sem dono
O meu ser esta em festa
O principio do fim é hoje.

Os passos, passos alados.    

Saturday, March 10, 2012

kinder



A juventude transborda para fora dos limites do estabelecimento. O vento tem um cheiro de suor e sangue. O café é forte e desce amargo. O barulho da rua te chama para te devorar. As faces são um mosaico da esquizofrenia, o mundo partilhado e codificado. Sente-se apenas seguindo um velho curral de madeira, passando com a boiada por mais um giro na engrenagem. Com a gravata como gargalheira, conversamos, amamos, damos cria, rimos e por fim morremos. Então, a juventude tem que transbordar os grilhões e seguir para o espaço cibernético sideral, longe da terra, longe do chão.  As florestas como cigarros fumados até o toco, o cheiro nefasto da bituca jogada; poluída, nociva. O vômito da humanidade obesa sendo despejado nesse rio límpido, onde antes, habitavam botos e sereias.
Com a incrível capacidade intelectual, racionaliza tudo, transforma vidas em pedaço de papel, palavras descritivas para descrever fenômenos indescritíveis; vã filosofia, vã metalinguagem. As palavras distorcidas são os instrumentos da mentira, da furtividade  moral, da injustiça.   
 O peso da história, se arrastando milésimos de segundos atrás da realidade. O presente fugindo de forma efêmera, o oxigênio consumindo nossa carne sacra. O tempo divino passa alheio às mortalidades. Os passos são dados ao acaso. Os olhares dados ao léu. Sua alma, por trás de lá, está.
Os motores seguem em combustão. O lençol que nos protege do frio espacial, da radiação do astro rei. Rei dessa constelação, nessa dimensão. A dimensão D. Um, A, dois B, três C, quarta: D.  As religiões seguem ditando, dando o exemplo que não tem; vendendo a fé sagrada para construir seu império divino.
O que importa são seus pêlos eriçando, o leve suspiro, uma vergonha boba de estar exibido, nu, os olhos tentaram fugir para a animalidade, não querem se encontrar, muita racionalidade no ar. Quando em um momento, um dado espetaculoso momento, as duas almas se tocam, os fluídos percorrem todo os dedos, seios e peles nunca antes vista. Ao se lamber cabelo, morder, suspirar e falar; coisa impossível, da simplicidade de ser eterno enquanto dure. Enquanto dure o tempo. Todo tempo. As rosas estão sempre a envelhecer. O passo acelerando em direção ao mar frio. O frio na espinha ao se encontrar, solto no ..., sem peso para carregar.
Os piratas correm e morrem em seus tesouros. Os diques estão afundados no fundo do mar, com as belas esponjas, calmas e observadoras. E você parece muita linda para mim. Esperando o tempo que não passou. O futuro incerto, nas lindas manhãs que passam lestas com o sambar das horas, dos ponteiros. Tomei cuidado, pois sei que você estará lá. Linda para mim. É o resto da noite, vamos curtir. Rolando na parede, no teto e na cama. Cama pequena, de solteiro, seu peso, meu peso. Resto imóvel por uma eternidade. Acordo.